Quinta-feira, Agosto 14, 2008
Sorriso interno
Como o rapaz em pé ao meu lado, roupas sociais agora um pouco amassadas ao final do dia. Com seu fone de ouvido ele sorri. Não para os outros, não para mim, mas para si mesmo. Não canta, não balança a cabeça, só sorri, com os olhos perdidos ao longe. Alheio a todo o mundo exterior, aos empurrões e solavancos.
Enquanto construímos o nosso próprio fim do mundo à nossa volta, a gente vê de longe quem está feliz consigo mesmo.
[Este post está participando da história “pescadores de sorrisos”, do Balaio Branco.]
Terça-feira, Agosto 05, 2008
Zumbigo!!!
(Eu fiz o zumbi, não o Pelicano, que fique bem claro...)
E foi exatamente por isso que eu resolvi seguir este tutorial publicado pelo meu amigo .faso do marcamaria que ensina como criar o seu próprio Zumbi de pano!
Com as minhas grandiosas habilidades de costura, como foi a coisa mais complexa que já costurei na minha vida, depois de infinitas espetadas no próprio dedo, até que ficou muito bom!
Minha namorada disse que eu sou um homem renascentista, que seria mais ou menos o contrário de uma especialização. Tomara que ela esteja certa!
Enfim, entre lá no site do marcamaria, aprenda a fazer o seu próprio Zumbigo, e participe da brincadeira! O meu está aqui me observando trabalhar...
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Mudando para a cidade grande
Vista do edifício do Banespa, um dos mais altos de São Paulo
Fiquei meio surpreso quando fui convidado para participar de uma entrevista de emprego em uma empresa bem bacana de sampa. Sem nada a perder, fui, conversei, passei, estou empregado e de quebra me mudando para a cidade grande.
Uma coisa que me fascina em São Paulo não são os prédios, o trânsito, o mar de gente. Mas como tudo se agrega e se mistura. Na mesma rua você consegue ver prédios inaugurados esta década e casinhas com calçadas de ladrilhos, talvez até centenárias.
São Paulo me parece uma cidade cartela de figurinhas. Porque ela é tão cheia de recortes, nos bairros, nas ruas, que se picássemos a cidade inteira em pedacinhos, poderíamos encaixar estes pequenos pedaços em qualquer lugar do mundo. Há pedacinhos da Itália, Japão, Bolívia, do interior, do norte, do sul… Fascinante…
Agora estou indo para lá, me tornar mais um pedacinho daquilo tudo. Amigos ficam, amigos vão, amigos novos à vista! E de pé em pé a gente vai se tornando gente grande.
Até mais ver, pessoal! Que este capitão está tocando o seu barco para revoltosos mares, que escondem tesouros e maravilhas em cada ilha.
*Este post se relaciona com este meu aqui, do Peixe Fresco. E de certa forma com este aqui do Graveheart também.
Terça-feira, Julho 01, 2008
Balaio Branco, a revista megaboga de histórias!
Esse é um post que eu deveria ter escrito há um tempinho. Enfim, meus caros 8 leitores, gostaria de apresentar a vocês, se é que não já o fiz no msn, a criação de alguns amigos e eu: o Balaio Branco!
O Balaio Branco é uma revista de histórias, onde nós exploramos diferentes maneiras de se contar histórias. Histórias faladas, contadas, cantadas, narradas, desenhadas, ilustradas, fotografadas, gravadas! É um espaço de contação de histórias, que usam os mais diferentes recursos disponíveis. O que importa é fisgar o público, ávido por uma boa história.
O Balaio é colaborativo, todos podem mandar suas histórias para o site!
Bom, já temos algumas obras de altíssima qualidade, então entrem, dêem uma explorada, colaborem e assinem! É tudo gratuito, espero vocês lá!
Domingo, Junho 15, 2008
Deve ser um bom sinal
“Sombra de nós dois”
Foto tirada por mim em Holambra
Deve ser um bom sinal
História de amor em 3 atos
Para Lívia
Ato 1
Minhas mãos estão suadas. Espero que ela não perceba. Droga, minhas axilas estão suadas, não me lembro de ter corrido nenhuma maratona. Será que ela vem? Será que entendeu direito como eu entendi? É sempre complicado marcar um encontro, porque você não fala com todas as letras, deixa tudo nas entrelinhas, como nuvenzinhas rosas para serem pescadas no ar. Mas sempre existem desencontros... Ela perguntou "quem vai" uma vez, será que ela espera mais gente? Pior, será que vem com alguém?
Acho que a vi. Meu deus, como está linda. Caramba, eu não paro de suar. Respira fundo, uuuum, dooois, uuum, dooois. Sorria, isso, sorria de volta. Ela parece feliz. Será que eu pareço feliz? Assim que parar de tremer eu me preocupo com isso.
"Oi".
Oi... Isso é coisa que se diga? Diga algo incrível, diga ‘nossa, como você está linda!’
"Oi... bonita..."
Pronto, seu idiota, você parece um robô desgovernado que perdeu metade do vocabulário em algum hospício intergalático. Ela está rindo, será que é de mim? Uma mancha de pasta de dente? Espero que não.. Ela continua sorrindo, acho que é para mim. Deve ser um bom sinal...
Ato 2
Sinceramente, eu preferia quando discutíamos o sexo dos anjos. Claro, não mudou muita coisa, ainda conversamos sobre os mesmos assuntos. Só que tudo parece tão sério agora... Todo esse papo de responsabilidade. Eu também tenho medo do futuro, mas cada coisa a seu tempo. Sei lá, parece que nem aproveitamos mais o hoje, toda aquela conversa sobre o amanhã amanhã amanhã, TCC, trabalho, escola. Acho que eu gostava mais de ouvir sobre o seu dia antigamente.
Discutir por coisas idiotas cansa. Talvez não as palavras em si, quem sabe tenhamos nos decepcionados demais. Não um ao outro, mas a nós mesmos. Parece que já não conseguimos mais ser quem éramos.
É meio estranho. Talvez incômodo. Ficar brigando contra o sono deitado na sua própria cama. Talvez o pior seja não saber direito por quê. Tem horas que acho que seria bom desencanar, fechar os olhos e dormir. Talvez não. Ok, eu sei que faço isso por ela. Meu esforço hercúleo não é contra o sono. É para lhe fazer companhia. Eu gosto de estar com ela, parece que faz com que todo o resto valha a pena. Deve ser um bom sinal...
Ato 3
A pior parte são os filmes românticos. Sinto saudades... Talvez não dela, mas das situações, de ter alguém para abraçar, para conversar. Os dias ruins são ruins para todo mundo. Só que os dias bons são piores. Nada como a agonia de uma linda noite estrelada, uma boa garrafa de vinho na geladeira, e ninguém para compartilhar. Eu sei, remoer as coisas nunca dá boa coisa, mas não consigo evitar.
Tá bom, admito, são saudades dela mesmo. A sensação terrível de olhar para a cama vazia. Eu gostava quando ela deitava na minha cama, eu a observava como um animalzinho fofo se aconchegando e tomando o seu espaço por direito. E adorava aquele olhar implorando por companhia.
Meu deus, quanto tempo faz? Cinco, seis meses. É, foram seis longos meses. "Vai ser só um curso, vai ficar tudo bem, eu volto". Acho que foi aquela noite anterior. Se aquela noite não tivesse existido, tudo estaria bem. Merda, ainda lembro o que começou aquela discussão. Os meus óculos que ela quebrou sem querer. Os malditos óculos, que nem mandei arrumar. Terminar tudo dois dias antes da viagem foi a decisão mais estúpida. Talvez até pior do que tentar resolver tudo por e-mail.
Eu costumava reclamar que ela se preocupava demais com o futuro. Acho que dessa vez fui eu que não percebi como estava estressado com o desemprego.
Vôo 7890, é esse. Ela não espera me ver aqui, que porra eu estava na cabeça em pedir para os pais dela para vir buscá-la? Ali, atrás do tiozinho de amarelo. Está linda, alguma coisa diferente. Um ar juvenil. Ela me viu. E está com aquele mesmo sorriso do primeiro encontro. Deve ser um bom sinal...
Sexta-feira, Junho 13, 2008
Pra dar inveja
Só pra dar inveja a vocês… O meu dia dos namorados teve macarrão com queijo, vinho e morangos com leite condensado.

Lucy e Haroldo terminando o jantar
Flores: Qualquer um compra…
Chocolates: Qualquer um compra…
Lavar toda a louça e o fogão de uma república só porque sua namorada vai cozinhar lá: prova de amor!
Terça-feira, Junho 10, 2008
Albert Monkey Einstein

O grande macaco pensador.
Se existe reencarnação, ele virou macaco, e foi morar na árvore da minha chácara.

